O meu forçado companheiro de quarto acabava de fazer esta chamada telefónica para a sua mulher. Fizera-o em pé, à minha frente, embrulhado na toalha com que se limpara após um reconfortante duche. Durante a conversa mantivera-se com o rabo sempre encostado a uma pequena cómoda que estava colocada ao fundo da cama e acerca de ½ metro desta. A perna esquerda sempre esticada sustentava-lhe o peso total do corpo já que a perna direita se estendia sobre a cama apenas apoiada no calcanhar. Estava agradável para se olhar. Só por breves instantes alterou a sua pose quando teve que ajeitar a toalha que se desapertara da cintura. Fê-lo rapidamente sentindo-se na obrigação de me dispensar da observação da sua nudez. Eu que também tomara o meu duche em primeiro lugar, mantinha-me deitado e coberto pelo lençol com as mãos cruzadas atrás da nuca olhando vagamente para tudo o que me rodeava. Claro que não me escapou o pormenor de ter aproveitado aqueles momentos para admirar o físico bastante tentador daquele individuo e, mesmo que muito rapidamente, o volume bastante acentuado do seu pénis caído naquele curto instante em que a toalha se abrira. Procurei estar discreto naturalmente.
- Isto é que foi uma porra. Já podíamos estar em casa com a família – disse-me ele após ter terminado a chamada para a mulher e enquanto se dirigia para o seu lado da cama.
- Agora não temos outro remédio – respondi sem saber o que mais dizer.
Apesar de termos convivido em conjunto naquela excursão eu não tinha travado conhecimento com aquele indivíduo apesar do o ver amiúdes vezes nesta viagem. Era a primeira vez que falávamos e nos encontrávamos mais próximos. Foram as circunstâncias imprevistas que nos conduziram a ficar juntos naquele quarto. Foi na última noite e quando regressávamos a casa após uma viagem de dois dias que um grupo de praticantes de asa delta fizera em excursão á zona mais montanhosa do país. Parámos numa vila para jantar e após a refeição, depois de várias tentativas feitas pelo motorista, o motor do autocarro recusou-se definitivamente a trabalhar. Estávamos a cerca de 5 horas do nosso destino. Apesar dos protestos habituais destas alturas feitas por alguns passageiros, o guia turístico, já depois de ter efectuado várias chamadas telefónicas, comunicou-nos qual tinha sido a melhor solução encontrada para sanar o problema. A agência encarregar-se-ia de enviar nessa mesma noite um outro autocarro para nos ir buscar mas que demoraria algumas horas a chegar ao local onde nos encontrávamos visto que nas proximidades da vila não tinha sido possível contratar um outro. Não havia outra solução, teríamos que pernoitar naquela vila. O guia viu-se entretanto confrontado com a falta de um hotel capaz de albergar toda aquela gente. Ficaríamos hospedados separadamente nas duas únicas e pequenas residenciais da vila que mesmo assim não tinham quartos suficientes para todos. Teríamos que ficar aos pares. O próprio guia organizou a distribuição daquelas pessoas que não faziam questão em ter como companhia determinada pessoa tal como foi no meu caso.
Tenho como hábito dormir totalmente nu mas ali, dadas as circunstancias de termos que compartilhar a mesma cama sem nos conhecermos minimamente, entendi por bem manter os slipes vestidos, até para não colocar algum constrangimento no meu companheiro daquela noite.
- Desculpe-me mas durmo sempre nu. Mas fique descansado que é a primeira vez que durmo na mesma cama com um homem. – Disse-o com aquela expressão de quem afirma este tipo de frase: – “É pá, está descansado que não há aqui paneleiros” - Justificou-se ao mesmo tempo que despia por último, os slipes que trazia e se deitava rapidamente ao meu lado mas mantendo as distâncias o mais possível afastadas.
Fiquei na dúvida se em primeiro lugar lhe falaria do facto de eu também dormir habitualmente completamente nu ou se da questão de ser a sua primeira vez que ele dormia tão próximo de outro homem.
- Então também me vou pôr à vontade porque também durmo sempre nu. Mantinha os slipes só graças a esta situação imprevista Com licença então. – Meti as mãos por debaixo do lençol mantendo escondida a minha nudez, despi os meus slipes e atirei-os para cima do tapete ao lado.
- Já que nenhum de nós leva a mal e não existe qualquer tipo de problema com o pormenor vou então dormir nu, dormirei muito melhor. Quanto ao facto de você me dizer ser a primeira vez que se deita com um homem desta forma tão próxima, já não posso afirmar o mesmo, já estive assim deitado muitas vezes em outras circunstâncias. – Acrescentei com a verdade.
- Acredito, nos colégios, na tropa. Eu nunca tive que passar por isso, nem o serviço militar cumpri. - Pôs-se ele a tentar adivinhar para depois acrescentar:
- Mas não foi por você ser paneleiro, espero eu?
- Por acaso até foi. - Respondi prontamente. - Eu sou gay mas pode estar completamente descansado… os gays não têm por hábito seduzir quem demonstra não estar disponível a ser seduzido. Como você já sabe do que gosta em exclusivo tal como já pude verificar, durma à vontade pois eu farei questão do mesmo procurando também não incomodar quem que seja. Só lhe peço uma coisa, deixei-me ler, nem que seja por 5 minutos, antes de adormecer. É um dos vícios que não consigo largar mas é daqueles muito duradoiros e que só nos faz bem. – Mesmo sem esperar pela sua permissão, peguei um livro que antes já tinha colocado sobre a pequena mesa-de-cabeceira abrindo-o na página que ficara assinalada na noite anterior.
- Não há problema leia à vontade. Costumo adormecer facilmente. É só apagar o meu candeeiro e virar-me para o outro lado. – Disse-me ao mesmo tempo que se acomodava como afirmara.
- Obrigado, não vou demorar. Durma bem e até amanhã. Boa noite.
- Boa noite – Finalizou ele aquele diálogo do acaso.
Poderia até se ter proporcionado outro tipo de conversa, não fora o facto de termos que forçosamente dormirmos juntos na mesma cama, mas não. Também não me parecia que tivesse sido intencional de parte a parte. Dadas as circunstâncias de como tudo se desenrolou naquele dia, ali estavam dois homens adultos de orientações sexuais diferentes, travando um conhecimento de momento, colocando as coisas no seu devido lugar e fazendo-se respeitar mutuamente. Podiam dormir descansados. Não era forçoso que pudesse acontecer algo de extraordinário por cada um ser quem era.
Enquanto eu lia, por duas ou três vezes ele se movimentou na cama. Senti que talvez o incómodo da minha luz o fizesse sentir dificuldades em adormecer. Faltava também apenas uma página para acabar aquele capítulo interessante. Quando por fim o finalizei e, também motivado pelo cansaço físico daqueles dias e daquelas viagens, entendi apagar também a minha luz para tentar igualmente adormecer.
Não passou muito tempo para que ele voltasse a falar já depois de algumas agitações inquietas de ambos na cama.
- Tenho a impressão que não vou lá mesmo com as luzes todas apagadas. Não consigo adormecer. – Fez uma pequena pausa para prosseguir depois em tom jocoso. - Você não é apreciador mas quase que lhe posso garantir uma coisa, se tivesse aqui uma tipa a brochar-me talvez eu acalmasse.
Lá estava o machão. Com aquela expressão não podia deixá-lo sem a resposta que se impunha da minha parte:
- Não pense que o quero convencer do contrário mas, vocês, os heteros, têm muito a mania que só as mulheres sabem chupar um caralho. Vê-se mesmo que falam sem conhecimento de causa. - Procurei assim esclarece-lo acerca de outras sensibilidades.
- Pois, mas não consigo sequer imaginar que um homem me pudesse chupar. Seria-me repugnante e nunca me excitaria. - Ele mantinha as suas certezas.
- Não pode falar assim dessa maneira, com tanta convicção. Insisto, acredite que não há aqui da minha parte segundas intenções mas, devo dizer-lhe que você nunca viveu essa experiência e está cheio de preconceitos. Aliás, como acontece com tantos outros como você.
- Não, não tenho dúvidas acerca disso. Ainda agora fiquei com o pau em pé só de estar a desejar que aqui estivesse uma tipa a fazer-me gozar, nunca me passaria pela cabeça a ideia de um homem. - Fiquei a saber que naquela altura ele estava excitado. Não o ia deixar mais uma vez sem resposta adequada e argumentada.
- Repito, não pense que me estou a oferecer para o que quer que se seja mas, tenho quase a certeza que, se mantivéssemos a escuridão do quarto tal como está, se você se abstraísse um pouco dessa ideia e se descontraísse e que, se eu fosse aí abaixo chupá-lo você manteria a sua excitação e até talvez a aumentasse. Sei que me vai dizer que não, que nem sequer pensar em tal coisa, só porque está com a ideia fixa de manter um conhecimento castrado.
- Hum!!! Seria muito difícil. – respondeu-me calmamente.
- Ah!!! Está a ver, já coloca as coisas no condicional. Disse “seria”. Pense um dia nisso mas agora tente dormir. Acalme-se, amanhã já estará junto da sua mulher. - Fiz-me de forte quando afinal queria antes continuar a conversar com ele sobre aquela temática.
Depois de passar quase um longo minuto de silêncio com cada um de nós entregue aos seus pensamentos ele surpreendeu-me tomando de novo a iniciativa de recomeçar o diálogo.
- Só porque estou cheio de tesão até era capaz de o deixar chupar-me só que eu fecharia os olhos com o pensamento numa mulher. Mesmo assim você iria sentir o pau a decrescer e iria depois ficar desiludido. – Percebi que aquele homem agora estava disposto a viver uma nova experiência da sua vida sexual. Agradava-me a ideia.
- Quer assim dizer-me que afinal até me autorizaria a brochá-lo nem que fosse só para confirmar essas certezas? – Senti neste momento que a situação já poderia tomar outro rumo.
- Gosta de brochar? Então tente-me lá para eu ver como é. – Estava assim autorizado. A situação era do meu inteiro agrado e sentia-me à vontade .
- Adoro, e deliro quando o parceiro “se passa” com o meu broche. – Respondi-lhe ao mesmo tempo que fui descendo até estar com a cara junto do seu pénis.
Agarrei-o com a mão direita, pude sentir-lhe o tamanho enorme e acariciei a sua glande com os meus lábios que não tardariam a humedecer. Aos poucos fui abrindo-os para que “ele” fosse entrado calmamente pela minha boca adentro. Comecei a molhá-lo enquanto a minha língua lhe rodeava toda a glande com movimentos diversos de forma a surpreender constantemente. Chupava-o umas vezes mais fundo que outras, soltava-o de vez em quando para que ele voltasse a sentir o calor da minha boca quando entrasse de novo. A minha excitação forçava-me a deliciar-me com aquele caralho aplicando ao mesmo tempo toda a minha competência de forma a tentá-lo fazer entrar também em transe. Estava cada vez mais duro e era já impossível tê-lo completamente cheio e completamente dentro da boca. Engasgava-me de vez em quando em consequência do seu tocar na minha garganta tal a profundidade das investidas e daquele tamanho. Respirava, suspirava e voltava de seguida a chupar ainda mais sofregamente.
- Hummmm, parece-me muito bem. - Foi a sua primeira expressão.
- Acha que estou a ser competente? – Queria ouvi-lo.
- Confesso que esse broche está a ser muito bem feito.
- Não tenhas problemas em dizer-me para parar quando não quiseres mais. – Provoquei-o.
- Podes prosseguir. Enquanto nos estiver a saber bem continuamos. Até estou aqui de papo para o ar a sentir descansadamente essa gulosice toda. Está-me a saber lindamente.
A determinada altura já sentia algumas gotas do seu sémen a libertarem-se na minha boca que começara a ficar salgada. Aproveitava para, tal como uma cobra, esfregar o meu corpo no dele. As minhas mãos apalpavam-no onde era possível, mordia-lhe as coxas e passava-lhe a língua desde o rego das nádegas até aos testículos. A sua respiração estava mais acentuada. Já soltava leves gemidos – “hummm, que bom”.
- Afinal o tesão até aumentou. Este caralho está um autêntico barrote. Mete medo até ao mais experiente . - Exclamei
- Tens razão, estou com uma tesão enorme. É um dos melhores broches que já me fizeram se não for mesmo o melhor. Nunca imaginei isto.
- Como vês os homens também sabem fazer estas coisas. Devias ficar-me grato por esta lição. Gostava muito de me sentar em cima dele. Já agora experimentavas tudo. Mas só se quiseres, claro. Posso? Quem sabe se não vais gostar também de comer um cuzinho esfomeado. – Apetecia-me tudo daquilo e como tal não podia deixar de fazer tão tentadora proposta.
- Faz como te apetecer. Logo se verá se vai ou não ser bom. Estou por tudo. - Respondeu-me.
- Vou só ali ao meu saco – Informei-o dos meus movimentos na escuridão do quarto. Nas minhas viagens solitárias transporto sempre comigo a minha “necessérie” de artigos sexuais. Essencialmente um pénis enorme de borracha que adquiri numa das viagens à Alemanha em uma das suas fantásticas sexi-shops, neste caso em Gelsenkirchen. Trago-o acompanhado de dois ou três tipos de lubrificantes variados em termos escorregadios e ardor, assim como, os imprescindíveis preservativos de qualidade comprovada, não se vá proporcionar um encontro com um qualquer parceiro e ter que se acorrer aos que forem necessários para satisfazer as necessidades do momento. Já havia acontecido por algumas vezes. Quando regressei à cama para junto dele, estava pronto a preparar devidamente o acto.
Confirmei a dureza do seu pénis. Abri as pernas para me sentar em cima dele. Apontei-o à entrada do orifício do desejo e comecei muito lentamente a escorregar sobre ele. Começava a rasgar-me.
- Tem que ser devagar. Tu és muito grande. – Queixara-me naquele momento em que aos poucos tentava introduzir-me totalmente na “cabeça” daquele caralho. Quando o consegui não foi possível conter um prolongado gemido de prazer e dor.
- Uiiiiiii que bommmm! – Manifestei-me assim para ele. Quase sempre, esta é daquelas fases em que sinto o primeiro espasmo, acontece sobretudo com aqueles que são relativamente bem dotados, exactamente como neste caso em que ele era dos mais bem “apetrechados” que eu conhecera até ali. Mantinha-se calado, apenas a sua respiração denunciava um certo prazer. Conforme me movimentava a vários ritmos em cima dele sentia molhar-lhe o abdómen com o esperma que o meu pénis ia soltando aos poucos. Foi assim durante largos minutos. Finalmente expressou-se:
- Ai, estou-me quase a esporrar.
- E eu quero que te esporres com todo o gozo. Vá, vem-te. – Supliquei-lhe. Para acelerar o seu orgasmo, saltei com mais intensidade e mexi os quadris com movimentos circundantes e constantes sem receio de magoar o musculo que me perfurava. Chegou a explosão. Senti-o gemer de prazer. Momentos depois, desmontei-me e de imediato, dirigi-me ao WC acendendo aí a única luz que passou a iluminar um pouco mais o ambiente do quarto. Encostei a porta.
Minutos depois quando regressei à cama para me deitar de novo, também ele se levantou de imediato para se dirigir ao WC. Enquanto o único som que ouvia era o de um urinar na sanita seguido de uma torneira a abrir-se, concentrei-me no meu delírio do momento. Quando depois voltou totalmente nu, deixou escapar um sorriso na minha direcção. Podia admirá-lo através da cortina de luz que provinha daquela que ficara acesa na casa de banho e iluminava agora um pouco mais o quarto. Voltou a deitar-se ao meu lado e, também virado para cima sobre os lençóis da cama. Não escondíamos agora os nossos corpos. Suspirou e disse-me com ar de satisfação:
- Isto foi mesmo muito bom.
- Ainda bem que gostaste. Eu continuo a pairar num gozo enorme. Que coisa fantástica para mim. Foi como tivesse encontrado o homem que eu queria. – manifestava-lhe assim a minha tesão que insistia invadir-me.
Durante mais uns instantes fomos mantendo uma conversa descontraída e agradável. Fiquei a saber que ele trabalhava numa agência de turismo, dava também instrução de asa delta. Estava mais ou menos bem na vida.
- Já que é única, gostava de aproveitar bem esta noite. – Fiquei com a ideia de que ele desejava recomeçar novamente um momento semelhante àquele que acabara de experimentar.
- Acho que fazes bem pensar assim. Quem sabe se até não pode ainda a ser melhor. – Contribuí assim para o inicio de mais umas carícias até ao ponto de o deixar de novo pronto para nova introdução.
- Agora vou querer que tu vejas tudo. – Disse-lhe isto enquanto acendia a luz de cabeceira e me colocava de gatas oferecendo-lhe de novo o meu cuzinho que seria de imediato acariciado pela glande quente do seu pénis. Começou logo por ser intempestivo. Tive que o acalmar um pouco com os meus ais que denunciavam uma certa dificuldade que eu sentia quando aquela larga, dura e enormidade queria entrar de uma só vez dentro de mim.
- Cuidado, mais devagar. – queixei-me mas sem deixar de o desejar. Fui-me abrindo e ele entrando fazendo-me viver o primeiro espasmo de prazer.
Por enquanto só eram escutados os meus gemidos constantes assim como frases que dizia esquecendo-me da vergonha pelo teor que elas continham. A força do acto não parava de aumentar, sentia-me quase que perdido. Agora começava também a ouvir os seus gemidos. Retirou-se totalmente para depois voltar a entrar de novo como já tanto fizera, levando-me a calcular que ele sempre aproveitava aqueles curtos instantes para me admirar até ao interior das minhas entranhas e, dado o estado das marcas deixadas por aquele bacamarte, não se conseguiam esconder tal a abertura a que eu tinha sido sujeito. Desta vez não consegui conter a pergunta feita num enorme estado de excitação mútua:
- Estás a gostar do que estás a ver?
- Estás bom. Estás todo aberto. – disse-me
- Sinto-me tão enrabado que não imaginas.
Os seus movimentos eram constantes. Umas vezes mais acelerados que outras. Acho que ele se esforçava a determinadas alturas por travar o seu orgasmo. Quando por ultimo me apercebi que ele se tinha decidido a chegar ao ponto, comecei também a manipular-me até explodirmos os dois praticamente ao mesmo tempo. Deixamo-nos cair sobre a cama ainda com ele sobre mim. Mantivemo-nos assim ainda durante uns instantes. Ao mesmo tempo que perdia a sua dureza que antes atingira o seu extremo, calmamente nos fomos libertando até ficarmos cada um do seu lado da cama em silêncio e a olhar vagamente para o tecto do quarto. Apenas tive forças para acrescentar:
- Ui, Meu Deus.
Minutos depois não tardou muito até que o cansaço se apoderasse dos dois. Adormecemos descansadamente. De manhã cedo ele foi o primeiro a levantar-se e a dirigir-se ao chuveiro. Dentro de momentos cada um de nós regressaria a casa. Pedi-lhe autorização para também entrar no duche e fazê-lo em conjunto com as desculpas de que queria adiantar os preparativos para nos despacharmos e partirmos. Coloquei-me de costas para ele enquanto recebia na cara a pressão da água do chuveiro. Comecei depois a ensaboar o meu corpo. Passei a mão por entre as minhas nádegas enchendo-as de espuma e de seguida acariciei-lhe o pénis também escorregadio dizendo-lhe ao mesmo tempo:
- Se não fosse o caso de teres que logo dar alguma assistência à tua mulher não te perdoava mais esta vez.
- Pois…- foi a resposta dele fazendo um esforço por conter a vontade já que o seu caralho dera sinais de começar a engrossar novamente.
Comecei a posicionar-me de forma a que ele não resistisse mais. O meu desejo não se condescendia com a sua mulher. Sem lhe dizer nada ajoelhei-me de frente para ele e comecei a brochá-lo.
- Só um bocadito mais – disse-lhe um pouco depois.
Não tardou muito até que ele mostrasse de novo toda a sua pujança. Levantei-me e tornei-me a virar de costas retomando o duche como que a dizer-lhe que estava disposto a fazer o que ele mais entendesse. Ficarmo-nos por ali ou abrir-me de novo para ele. Apesar de saber o que mais desejava entendi por bem deixa-lo decidir.
O meu cuzinho foi então aberto uma vez mais com uma penetração quase única ao ponto de me fazer soltar um aiiiiiiii. Não estávamos em condições de prolongar muito mais a acção. Mesmo assim os seus movimentos de vai e vem provocaram em mim um novo espasmo. Parámos. A água voltou a escorrer nos nossos corpos que voltavam a ensaboar-se. O seu caralho teimava em não murchar. Mantinha-se duro e muito levantado enquanto de vez em quando ele se manipulava a si próprio. Eu regalava a vista.
- Brocha-me só mais bocado. – Pediu-me.
Fi-lo de imediato e longamente. Sentia que ele fazia um esforço por não se esporrar mas ao mesmo tempo indiciava essa vontade. Demonstrei-lhe com a minha enorme gulosice que não me importaria de levar as coisas até ao fim. A determinada altura senti as suas pernas estremecerem enquanto a minha boca se enchia de leite. Pedi-lhe desculpa por o fazer esporrar-se ao mesmo tempo que ainda me mantinha de joelhos a acariciar-lhe a glande com os meus lábios e a minha língua. Retomámos finalmente o banho matinal e enquanto nos secávamos dei-lhe um beijo nas suas costas ainda húmidas dizendo-lhe carinhosamente:
- Gostei muito de ter conhecido.
- Adorei também esta experiencia inesquecível. Foste muito porreiro e desejo que sejas muito feliz na tua vida. Não me vou esquecer desta grande noite.
Dadas as circunstâncias da vida do meu mais recente companheiro de quarto daquela noite o nosso comprometimento e a nossa percepção da situação levava-nos a ser racionais, a encarar a vida tal como ela é e a não perspectivar cenários futuros. Em princípio, aquela teria sido mesmo uma noite única.
O pequeno-almoço que seria tomado em conjunto esperava por nós.
Durante a viagem de regresso cada um de nós manteve o mesmo lugar de sempre tal como acontecera nas viagens anteriores. Ele sentara-se 5 filas à minha frente. Não tínhamos possibilidades de nos olharmos. Voltamos apenas a conversar quando o autocarro fez uma curta paragem de 10 minutos para bebermos um café junto a uma estação de serviço enquanto lamentávamos o facto de aquela noite não ter possibilidades de voltar a acontecer mas querendo manter uma réstia de esperança de que uma futura excursão em conjunto poderia eventualmente acontecer. No entanto, sabíamos de antemão que essa possibilidade seria muito remota até porque de uma maneira geral a sua mulher viajava sempre com ele. Esta vez tinha sido uma excepção. A viagem prosseguiu pouco depois de nos termos despedido visto que a próxima seria a ultima paragem e junto dele já estaria a sua família. Durante os próximos quilómetros o meu olhar fixara-se vagamente na paisagem que ia ficando para trás enquanto recordava as horas anteriores que passara com aquele homem. Aproveitava alguns momentos para fechar os olhos e compensar o sono que me faltava. Sentia-me bem, o meu cuzinho ainda denunciava agradavelmente as marcas da noite anterior.
Quando chegámos ao fim da viagem, tal como o combinado, a sua mulher aguardava-o. Recebeu-o com um longo e apaixonado beijo na boca. Eu procurava ainda trocar um olhar discreto em forma de despedida mas ele nunca mais me olhou. Apesar de saber, por muito que nos custe que certos momentos da vida são únicos, o resto do meu dia foi passado envolto numa grande saudade em relação àquele homem que eu queria de novo dentro de mim. Agora só o tempo faria desvanecer a minha paixão sem no entanto jamais esquecer aquela excursão de praticantes de asa delta.
Dois dias depois o meu telefone tocou. Era ele.
- Olá, mas que grande e agradável surpresa!!! Como é que conseguiste o meu número? – Perguntei-lhe com o coração a bater aceleradamente.
(Escrito no Inverno de 2008)