- Um destes dias vamos ter que examinar convenientemente esse cu para verificarmos se não é um daqueles que andam para aí a cometer actos de indisciplina aqui nas instalações. Não era a primeira vez que aquele guarda prisional se me dirigia mais ou menos naqueles termos. Já o fizera no pátio, no refeitório e agora, para divertimento dos meus colegas que riram com malícia, naquela hora nocturna de todos recolhermos quando era fechada a porta da nossa cela de 6 camas. Só ainda tinha passado uma semana desde a minha entrada naqueles calabouços.
Apesar de na minha vida livre ter sempre imaginado e, até desejado um dia estar preso no meio de tantos homens com fome de sexo, uma cadeia é mesmo uma prisão para a nossa liberdade.
Logo na primeira semana já havia sido penetrado por um dos reclusos. A partir daquele momento, praticamente todos os dias se proporcionava com todo o tipo de habitantes castigados daquela cadeia novas experiência nesse domínio, algumas delas até de forma muito agradável tal
Já tivera tempo, quer através de conversas ou, através de diversificados sinais, reconhecer outras personagens que me faziam concorrência na procura de homens viris e sedentos de um bom cuzinho para satisfazer os seus caralhos sempre esfomeados. Não há cu guloso que não saia dali satisfeito mesmo que a falta de cremes seja a causadora de alguns "estragos" já que a lubrificação se limitava ao uso da saliva utilizada nos momentos de puro prazer nos actos de fellatio. A quase totalidade de todas as relações anais não dispensavam antes um sorver apetitoso de uma boca que não parava de se molhar com o saborear de um forte, duro e erguido membro. Às vezes até bastava para que se ficasse por ali já que ambos não resistiam a sentir naquela acção divinais orgasmos lentos e longos. Exceptuando a regular masturbação individual o chamado broche era a prática sexual mais usual naquelas relações homossexuais. Procurei ser selectivo nas minhas escolhas.
Cumpria já o primeiro mês de pena quando aquele guarda prisional de sempre me chamou sem que outros me vissem. Era estranho porque sempre e até aquele dia se exibira perante uma qualquer plateia de vários condenados. No entanto, manteve o ser ar bruto na hora de me chamar.
- Oh seiscentos e sessenta e cinco, venha aqui imediatamente ao meu gabinete porque há boas notícias para si. – Foram estes os termos utilizados rispidamente pelo Guarda.
- Com licença – Disse eu quando ultrapassei à sua frente a porta anteriormente entreaberta de um dos gabinetes que ele abrira com um empurrão enquanto me ordenava para entrar fechando-a de seguida totalmente.
No segundo seguinte começou logo a falar enquanto me ultrapassou para se ir sentar na sua secretária e ordenando-me para que também me sentasse à sua frente:
– Já lhe dou as boas novas mas antes tenho que preencher um relatório com o seu depoimento sobre estes serviços prisionais. Deduzi logo que estava para breve a minha libertação e que aquele inquérito que me seria feito fazia parte de uma norma legal colocado aos presos na hora da sua saída mas, desconfiando também porque o mesmo não seria confidencial e anónimo tal
Sucedeu-se um questionário enquanto ele ia preenchendo com cruzes conforme as minhas respostas num bloco apropriado e que no final me seria dado a verificar e assinar
Não tinha ainda passado um quarto de hora quando de repente ele parou de escrever e recostando-se na sua cadeira de braços, com os seus olhos fixados na minha expressão que estava sentado no lado oposto da secretária, começava agora com outro toque e timbre de voz mais suave a falar-me.
- O próximo passo é confidencial mas tem também que ser executado porque posteriormente é alvo de estudos pelas entidades competentes – acrescentou depois – Vai ter que se despir totalmente colocar-se de joelhos e de rabo para o ar para eu verificar, tal como já o tinha avisado, se o seu ânus foi alvo de relações homossexuais durante a sua estadia aqui no estabelecimento.
Perante isto comecei de novo e de imediato a fazer as minhas deduções. - Está confirmado, esta argumentação que me está a fazer para me ver o cu é uma autêntica invenção sem nexo. Só talvez um médico legista, seria capaz de tirar conclusões a este respeito e nunca um simples guarda prisional. – Fui concluindo – Este tipo está para aqui a criar uma outra situação fora dos trâmites oficiais. Além disso, anteriormente sempre me mesquinhou com estas palavras à frente de outros prisioneiros mas agora, sem que ninguém esteja por perto para o seu habitual show de masculinidade, o homem se calhar está mais interessado em ver-me o cu e gozar com isso – Fiz-me de parvo e comecei então a despir-me para cheio de curiosidade, ver até onde iria toda aquela história e de que estirpe seria o macho.
Depois de me observar em pé totalmente nu, deu as indicações de
- Põe-te de joelhos aí no chão, as pernas abertas, rabo esticado para cima, deita os braços para a frente e coloca a cabeça para baixo entre eles – comecei de imediato a cumprir as ordens dadas.
Depois de estar conforme o exigido, acrescentou:
- Quero avisar-te que deves procurar dizer a verdade porque se ainda não sabes, aviso-te que já interroguei outros prisioneiros e portanto,
A sua cara estaria agora quase ao nível do meu rabo. Apesar das minhas incertezas ali vividas do que ele seria capaz de fazer, começara a sentir-me agradavelmente surpreendido com as suas iniciativas e com a minha posição submissa apesar da rudeza do soalho onde assentavam os meus joelhos. Percorreu-me um primeiro arrepio quando as suas mãos abertas me tocaram as duas nádegas para as abrir.
- Ora vamos lá conhecer da história deste cuzinho durante o último mês – agora os seus dedos tocavam-me o ânus e massajavam-no tentando também com alguns movimentos abri-lo um pouco mais.
Por alguns momentos receei que ele tivesse a intenção de forçar uma acção de fisting. No meu passado já tentara com outros amantes cúmplices viver tal experiência mas, das 2 ou 3 tentativas nunca conseguíramos concretizar completamente tal acção porque, a determinada altura receava um rasgar ou um ferimento quando a parte mais larga das suas mãos me começavam a fazer doer apesar de estar sempre bem untado com os cremes apropriados e do cuidado que os meus parceiros tinham em não me magoarem. Neste momento as condições nem sequer eram as melhores para que tal viesse a acontecer. Felizmente que me enganei em relação ao que inicialmente pensei a propósito do que queria fazer o guarda prisional.
-
- Quem é que o mandou virar-se. Ponha-se lá
Nos minutos seguintes imperou apenas o ruído da máquina a trabalhar com certo jeitinho toda a minha zona entre nádegas. Apesar de no passado estar já habituado a esta prática, desta vez a sensação de prazer autêntico foi igualmente muito excitante. Quando ele deu por terminada a tarefa as suas mãos abriram-me as nádegas e com os dedos em redor do ânus fez curtos movimentos de abertura acrescentando segundos depois:
-Muito bem, estou aqui a observar bem este cuzinho e já não tenho dúvidas, andou aqui muito caralho, não foi? Vá, diga-me lá a verdade – ficou a aguardar algum tempo por uma minha primeira frase.
-Confessa-ta lá, ninguém te fará mal por isso. Levou muito nesse cu, diga lá?
Eu estava a tentar tirar as conclusões definitivas do que ele pretendia realmente. Tudo indicava que ele não estaria a fazer as coisas daquele jeito apenas para satisfazer a sua curiosidade. Se esse fosse o caso em principio nada levaria sobre a minha vida íntima. Ele estava com certeza disposto a uma relação sexual com mais uns dos seus prisioneiros paneleiros. Porque não haveria eu de contribuir para o acto? Até porque, aquele tipo me seduziu desde a primeira vez que me provocou.
- Sim – respondi.
- Sim o quê?
- Fiz isso que o senhor disse.
- Mas isso o quê? Desembucha homem.
- Tive relações homossexuais aqui na cadeia.
- Ah, já percebi, andaste a levar no cu, certo?
- Sim andei.
- E foi todos os dias?
- Só não tive no primeiro dia.
- E foi com quantos? Pelos vistos, muitos?
- Sim alguns.
- Mas quantos foram?
-
-
- Foi.
- E até houve vezes que foi mais do que com um. Foi um fartote. Com quantos chegou a ter relações de uma só vez?
- No máximo foi com 3.
- Com quem é que gostou mais que lhe tivesse ido a esse cuzinho?
- Com o 65. O Zé Sucateiro.
- Porquê?
- Porque demorava muito tempo e era bem dotado.
- Era mais dotado que eu? Olhe aqui para traz e diga-me.
Autorizado agora a levantar a cabeça, virei-me e olhei para ele. Por ter sempre a cara apoiada nas mãos e estar sempre de olhos fechados, surpreendi-me naquele momento ao reparar que ele já tinhas as calças e os slipes um pouco abaixo dos joelhos sem me ter apercebido do seu despir para um estado semi-nu. O seu membro estava completamente erecto. Opinei:
- Era mais ao menos
- Sim, mas não te estejas a fazer a este que daqui não levas nada, seu paneleiro. Este é só para cus especiais.
Pensei, – “se não me quer enrabar é porque o homem se satisfaz apenas com isto e talvez eu não lhe agrade mesmo” – não me disse que eu era especial mas também tudo indicava que não me desdenhava. O seu inquérito prosseguiu sem que antes me tenha introduzido no ânus a cabeça de um dos seus dedos para o tirar de seguida e acusar.
- Pois é, sai daqui com esse cuzinho bem tratado. Vai satisfeito?
- Vou Sr. Guarda, foi muito bom - Nesta altura encontrava-me já completamente excitado e cheio de desejo. Mas ele insistia nas perguntas.
- O 118, o Bolo de Chocolate (um dos negros presidiários) também o enrabou?
- Também.
- E o Lopes Mãos de Ferro? Também não deve ter perdoado e você deve ter gostado muito, tenho a certeza.
- Sim gostei muito. – A minha voz estava cada vez mais melosa graças à tesão que ele não parava de alimentar ao mesmo tempo que me fazia confessar e reviver os meus dias mais recentes.
- O que é que ele lhe fez?
- Deu-me umas reguadas nas nádegas e depois enrabou-me em pé no duche.
- Que novidade me está a dar. Onde é que ele arranjou a régua?
- Não faço ideia, apareceu já com ela e praticamente não falou comigo. Só estivemos juntos dessa vez. - Tinha-me descaído com aquela espécie de denúncia mas mesmo que soubesse obviamente nunca lhe teria confessado a origem de tão agradável utensílio de prazer usado pelo Mãos de Ferro.
- Veja lá se quer apanhar outra vez agora com uma régua especial que tenho ali na gaveta para lhe dar com ela na planta dos pés. Onde é que ele arranjou a régua ou diz-me onde está ela escondida?
- Juro-lhe que não sei.
- Bem já vi que vai ter que ser. Fazes-me ir ali à secretária.
Apercebi-me do seu levantar atrás de mim assim
– Mantenha-se
Após regressar para junto de mim avisou-me:
-Vou ter que o mobilizar só para não fugir com os pés no momento dos açoites – Ao mesmo tempo senti o couro de uma espécie de pulseira larga no meu tornozelo direito. De imediato a mesma sensação no outro tornozelo.
-Agora vou ter que lhe segurar isto aí nos tomates.
Quando terminou a manobra pareceu-me ter ficado com os testículos ligados a cada uma das pulseiras através de duas correntes em metal cujo peso só por si era suficiente para me puxar a pele que por sua vez era apertada por umas pequenas garras igualmente em metal e que foram por ele afixadas em quatro zonas dos meus testículos. Qualquer ligeiro movimento meu provocava dor o que me obrigava a ficar o mais quietinho possível naquela posição. Ali estava eu de joelhos ao seu dispor, a minha testa continuava apoiada nas minhas mãos cruzadas protegendo-a da dureza do chão, o rabo esticado levantado para o ar e as pernas razoavelmente bem abertas. Mantinha a minha excitação e calculava que iria ser mesmo alvo de algumas sevícias o que desde logo me fez pingar apesar de recear um pouco com as incertezas da dureza e da intensidade das mesmas. Não sei explicar os porquês mas nunca desgostei de uns castigos mais ou menos ligeiros. A minha pulsação era agora mais acentuada. Preparava-me ora, para suspirar ora, para gemer.
- Pronto, só falta pegar na régua – Instantes depois de ele ter dito isto, comecei a perceber e a sentir, com um leve massajar nos meus calcanhares e nádegas, o aveludado frio do couro que revestia uma régua fina e ligeiramente maleável.
- Ou confessa tudo o que eu quero ou amanhã quando for libertado não vai poder mostrar o rabinho ao seu namorado e nem sequer vai passear com ele porque não vai conseguir pôr os pezinhos no chão – Lançou a ameaça.
O homem acertara quando deduzira que um indivíduo mais especial que me visitava semanalmente no estabelecimento prisional era o meu companheiro. Tivera a oportunidade de o confirmar quando ao fim da manhã seguinte assistira à minha saída da cadeia e verificava que o tal namorado de que ele suspeitara esperava por mim e que me recebia com um beijo suave nos lábios. Olhamos os dois para ele e despedimo-nos com um bom dia que foi correspondido. Enquanto nos afastávamos olhei para trás para o ver uma vez mais com aquele seu ar imponente, sobranceiro mas, com alguma impressão minha, denotando alguma tristeza. A mesma tristeza que o meu rosto aparentava propositadamente agora quando me fixara nele pela última vez.
Nem o meu namorado se apercebera e nem eu dera sequer tanta importância ao que ele me acabara de dizer.
- Querido desculpa ter-te levado a cometer aquele pequeno acto de corrupção. Custou-me estar sem ti, amo-te demais para nunca mais te querer ver atrás daquelas grades metido entre tantos bandidos.– Disse-me enquanto eu pensava já no meu próximo dilema que começara a enfrentar.
Teria agora que lhe contar tudo acerca de
As lágrimas que me surgiram nos olhos debaixo daquele duche, eram tão semelhantes às que me voltaram a escorrer agora com mais abundância quando recordava com uma grande emoção tudo porque tinha passado recentemente ao mesmo tempo que o meu namorado começava a sentir o seu primeiro orgasmo enquanto apertava o seu corpo com os braços e entrelaçava-lhe as minhas nas pernas dele e assim se viesse totalmente para dentro de mim. Chorava por tudo, pelos meus pecados, pela minha felicidade, por ser desejado, pelas pequenas traições, pelas coisas más e pelas coisas boas e sobretudo pela estranha saudade daquela primeira experiência vivida numa cadeia num curto espaço de tempo. Teria algum dia coragem para contar a alguém o que me fizera e
1 comentário:
Uma história inacabada, um segredo a preservar, enfim um conto magnfico a que eu quase me atreveria a dizer que contado na primeira pessoa...
Os meus sinceros Parabéns meu caro, por mais uma história simplesmente SOBERBA e confesso-me desde já ansioso pela proxima.
Um Abraço
Jorge
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